sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

14 de dezembro

Parabéns!
Que voce possa receber aí, onde está
minhas felicitações de uma vida eterna
e repleta de novas descobertas.
Falar da saudades é repetir a mesma estrofe,
de uma linda canção de amor.
Canção esta que retrata os amores de
todas as estações.
Nesta data, eu celebro todos os momentos
que compartilhamos aqui, amparada por uma
súbita e tímida alegria.
Alegria que voce me proporcionou, desde
o momento em que nos olhamos pela primeira vez.
Não se esqueça de mim, nem de passear em meus
sonhos.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Nascer de novo

Que saia de mim, todas
as marras, as manhas
e incertezas.
Que eu nasça de repente
de meu próprio ventre.
Que as dores do parto,
juntem-se a todas as dores
do mundo.
Que eu nasça melhor, e
conheça outros caminhos,
mas que os abraços sejam os mesmos
que me receberam até agora.
Que os novos sorrisos sejam
constantes em minha volta.
Que eu seja merecedora de parte de mim
e que a outra parte, seja
merecedora de nós!

Feridas/Ibirapuera


Feri uma árvore para contar
ao mundo que tive
um grande amor.
Perpetuei um nome, mas não 
sabia que aquele amor
seria efêmero.
A dor trouxe à tona minha
lucidez e sob a sombra da
mesma árvore, que um dia
machuquei.
Fiz um juramento:
 nunca mais lhe causaria dor,
para contar ao mundo
o nome de um novo amor.

(2)

Solo rico, árvores frondosas,
sombras frescas.
Idéias borbulham, amigos se encontram
sobre o solo rico.
Nutrientes não faltam, nem para a natureza,
nem para o homem.
A amizade celebrada na natureza, 
não se compara a celebrada em 
ambientes fechados.
A trilha sonora é aquela composta
naturalmente pelos pássaros ao redor.
Ibirapuera é o lugar que me vem 
a mente, quando vejo uma cena
como esta.
Ibirapuera, palco onde vivi os momentos
 mais descontraídos, felizes e inesquecíveis
de minha vida, ao lado de uma pessoa
mais que especial, aqui e lá!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Permissão

Permita-me, fazer do seu corpo
o meu porto seguro,
refletir sentindo as batidas
de seu coração,
me aquecer sob o toque
de suas mãos.
Permita-me viver ao seu lado
até nosso tempo chegar.

Eu, girassol

Eu girassol, te acolho
em minha pétalas.pode
levar de mim, aquele que dará vida
a outra flor.

Meu tempo é suficiente, para enfeitar
duas estações por ano, sou do sol
e não é só por isso,
que aqueço corações.

Se souber tratar de mim,
estarei sempre altiva e
ao alcance de tuas mãos.

Eu, girassol, te espero
na roda viva do mundo, nos campos
de todos os lugares.

Eu, girassol, sou eu.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A menina e a viola


Viola, o sonho da menina
Os acordes, sonho realizado
O palco, as ruas da cidade
Alegria, as faces extasiadas dos ouvintes
Felicidade, sua conquista
Recompensa, a doce melodia compartilhada
todos os dias.

domingo, 21 de novembro de 2010

Alegria

Eu nasci com a alegria
dentro de mim,
a tristeza me foi apresentada,
a cada espetáculo do
 mundo dirigido pelo
homem.
E neste viver, que já
dura muitas primaveras,
tenho sido espectadora
ativa das cenas que a tristeza
encena.
Não deixo que a alegria
saia da minha vida, assim
sem mais ou menos.
Ela brota, em cada sorriso
meu e estará sempre
ao alcance do teu.

sábado, 20 de novembro de 2010

Quando

Quando eu digo, de repente
eu te amo, é porque
este amor tão de repente
nasceu de novo
naquele instante.

Negritude

Minha negritude brada,
nossa hora é agora.
Tira de nós o lamento,
deixa aflorar o sentimento.
Somos negros!
Não é de agora.

Poema da feira


O poema da feira
é o grito.


Na feira se dá o encontro, das cores
sabores, dos cheiros.
Energia pura.
 Brasileiros
que madrugam, que se escutam.

Feira livre
dos pre-conceitos, branco, negro,amarelo,
o mesmo tom, mesma bandeira.

Frutos da terra, frutos da mão,
tudo se encontra,
do céu ao chão.

Feira maneira, menina brejeira,
garapa e pão.

Meu passeio favorito,
feirinha do bairro, feira grande
dos quadros.

Tem coisas em casa, da
feira compradas,
verduras, flores,vassouras,
panos de pratos.


domingo, 14 de novembro de 2010

Volta

Se eu me for, minha história
continuará em outra dimensão.
Haverá reencontro, aperto de mãos,
abraços, sorrisos.
De todos que me esperam,
de todas as mãos a mim estendidas,
haverá uma, que aqui não teve
tempo de afagos e nem de despedidas.
Se eu me for, creiam serei mais feliz ainda.

Cumplicidade

Fomos cúmplices em uma história,
que pensávamos ser amor.
Mas não era, a cumplicidade
não morreu, porque desta história
nasceu o fruto de nós dois.
Quanto a voce eu não sei, este fruto
me fez crescer, amadurecer,
me descobrir mulher.
Então uma história de dois, virou
uma história de três, virou amor.
Não amor de um homem e uma mulher,
amor que me fez mãe e que me ensinou
a respeitar o homem que se tornou pai.

sábado, 13 de novembro de 2010

Inspiração

Minha inspiração  vem dos amores
que tive na vida.
Os que tive mesmo antes de nascer,
os que eu trouxe de outras vidas.
Os que chegaram como uma brisa,
outros como um vendaval.
Os que vieram para ensinar,
os que aprenderam antes de partir.
Os que vieram para me dar, os
que levaram algo de mim.
Todos os meus amores,
minha história.

Quem sabe uma canção!

Você soube sim, me amar,
mas não conseguiu traduzir
o que realmente queria o
meu coração.

Fugiu do nosso contexto
e como pretexto quis nos
encontrar na melodia de
uma canção.

Desde então perdemos o compasso,
ficamos lado a lado, procurando
um motivo ou razão.

É necessário mais que
um afago, um  abraço ou
uma louca paixão.

Diálogo, olho no olho,
maturidade, bom-senso,
eis aí o nosso chão!

Eu?



Não se engane a meu respeito, sou em dobro
tudo que vê em mim.
Não sou tão piedosa, nem tampouco virtuosa,
sagrada só minha fé.
Quando amo, entrego-me intensamente e faço da minha
intuição a co-responsável pelas minhas aventuras e
desventuras.
E assim eu vou vivendo.
Procuro não ferir e não ser ferida, há cicatrizes mais na alma, do que no corpo,
inevitável.

Aroma

Teu cheiro!
Amargo sabor de
prato feito, esquecido
na cama sem travesseiros.
Receita colhida do
desespero e da vontade
contida de um ano inteiro.
Evaporou...
No muro pichado: aroma de amor desfeito.

Flor do campo


Campo em flor.
Flor do amor,desencanto,
cheiro da dor.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Santa, santa, santa...

Santa paz, esteja sempre comigo
principalmente, quando quiserem
afastá-la de mim.

Santo amor, proteja-me das
 pessoas mal-amadas, dos invejosos,
dos omissos que provavelmente
encontrarei em meu caminho.

Santa humildade  livre-me
da prepotência, da arrogância,
da mania de grandeza, pois
não sou diferente de outros
seres humanos.

Santa alegria  conserve meu sorriso,
não o deixe ir embora, por qualquer
motivo, principalmente nos períodos
áridos que ainda virão.

Santa coragem permaneça ainda por
muito tempo impregnada em todos
os meus "eus" e faça-me cada vez mais
ser destemida.

Santa amizade proteja todos os
meus amigos e inimigos
pois eles são essenciais à minha
vida.

domingo, 7 de novembro de 2010

Amiga!


Minha amiga é assim,
às vezes rosa, outras nuances
de azul, delicadamente laranja.

Sensível como um traço na tela, 
de um pintor famoso, ou não, 
como sua própria arte.

Minha amiga é desbravadora de si
e dos outros, simplesmente rápida,
 nos faz enxergar
 demoradamente as coisas certas, nem feias
ou belas, da vida.

Minha amiga é um sorriso
contido no peito, é energia
serena explodindo na busca.

Minha amiga, não é minha, é amiga
da vida, de todos, arco-iris depois
da chuva

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A ponte


A ponte que eu inventei, desmoronou
levando consigo, as pegadas
das travessias que não cheguei a fazer.

O vazio deixado pela ponte
antes viva, trouxe á tona,
a dor sepultada dos sonhos desfeitos.

Desfeitos em teus braços.

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No outro lado da ponte,
encontram-se meus conterrâneos,
a água que nos separa, dá
vida aos nossos sonhos.

Algumas vezes parece, que
não somos todos nascidos, 
no mesmo continente.

Há gente que vai e vem,
há gente que nunca vai,
e há gente que não quer voltar.

E sobre a imponente ponte,
não deixo de olhar para
o mar e pensar com os meus "botões".

Não podemos deixar de celebrar,
Deus que fez o mar, e o homem
que fez a ponte.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Não desista.

Não desista de ti, nem
daquela criança que foi.

Não desista de nós, nem de teus
sonhos de amor.

Não desista da vida,
a torne mais atrevida, corra
ao encontro da luz.

Seja voce, como for...!

Dor!

Esta dor, tão senhora de si...
se alojou em mim e
como um velho relógio de parede,
pontualmente de tempo em tempo,
se faz presente, fazendo-me lembrar
que ela existe e que fará de tudo
para não partir.

Tola dor, ela brinca de passear
em meu corpo, espantando de mim o meu
sorriso.

Me faz lembrar de outras dores, com as
quais eu convivi, não eram
dores de mim.

Ela só não contava, com minha doce
persistência, não me entrego a ela, nem
deixo que as minhas lágrimas, a façam
soberana.

Leviana dor, a mais triste das dores,
e a dor de amor não correspondido,
só que para esta dor,
eu já morri.

sábado, 30 de outubro de 2010

Selva de pedra


As noites na selva de pedra e´,
sempre uma incógnita.
Os satisfeitos são unânimes em cantar
seu amor por ela, os insatisfeitos
 tornam-se ainda mais insatisfeitos.
Não importa as luzes cintilantes, das fachadas
de concreto, soma-se o barulho ensurdecedor
das buzinas, no caudaloso rio de faróis
que se forma, devido a lentidão do tráfego.
Não há como escapar ou esconder-se da energia estranha
e tentadora que paira sobre a cidade.
Cidade que quase casa com as nuvens, de tão altos que se erguem seus
arranha-céus.
Mas, mesmo assim, não posso mentir a mim mesma,
amo-te senhora, deusa das deusas, em seu puro
esplendor de um dia ensolarado,
como também nos cinzentos dias de chuva.
Todas as suas mazelas já estão impregnadas
em mim.
Defendo-te, não és culpada pelos  males dos
homens que abriga em seus arranha-céus, nem tampouco por aqueles
que sobrevivem sob suas pontes.
Não és culpada de nada.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Faço!

Faço de ti, minha melhor escultura,
és resultado do trabalho de minhas mãos febris
e de minha mente insana.

Faço de mim, um depósito de sentimentos
doídos, talhados um a um, por várias mãos
no decorrer do tempo.

Faço da vida, a alegria súbita de ser, de ter
e encontrar em mim, toda a esperança
perdida.

Faço de nós, a chama ardente de um
desejo mais amplo, da entrega sem cobranças.

Seu José

Meu padrasto!
Figura forte, um homem de quase dois metros de altura, mas que esbanjava
ternura.
José era o seu nome e ele me contou várias histórias, entre elas a de que conhecera a minha
mãe, sua segunda esposa, quando ela tinha somente três anos de idade.
Ostentava  orgulho de ter sido maquinista da antiga Companhia Paulista de Estrada de Ferro,
frisando sempre com o peito empinado - maquinista do trem de passageiros!
Minha filha, era sempre assim que eu era apresentada por ele, aos amigos e conhecidos, fato que me deixava
orgulhosa, importante e feliz.
Dele eu ganhei minha primeira bicicleta e também uma linda máquina de escrever , cor verde, marca Lorenzetti,
doces lembranças de um homem, que me propiciou conforto, carinho, amor, aconchego e sobretudo minha mãe
junto a mim.

Vó Maria

Sob o pé de jabuticaba, no quintal
da casa pequena de minha avó, desvendei o segredo da força
 do amor das minhas duas lindas avós.
Puxando uma das pernas, herança da paralisia infantil, que teve quando criança,
Vó Maria era pura ternura, com todos os seus netos, filhos de suas
filhas e filhos.
Incansável nos afazeres domésticos e no trato com seu fogão á
lenha, mimava igualmente todos os netos, oferecendo a eles, sempre uma nova iguaria.
Sempre calada, eu gostava de ficar em dos cantinhos da sua cozinha, observando e
tentando decifrar em seu rosto, quais dos sinais, teria seu filho mais velho, meu pai
que eu não conheci.
Seriam os olhos de meu pai, iguais aos olhos dela e assim eu ficava horas e horas
contemplando aquela doce senhora  chamada Maria, minha avó, naquela pequena
casa onde eu não vivia.

Delícias

Que delícia me expor, me jogar do alto e cair
no mar.
Não pensar em nada sério, jogar com as incertezas,
ser absoluta na vontade, satisfazer o meu corpo.
Que delícia, deixar o sol, me aquecer e sorrir das
indelicadezas da vida.
Eu prometo a mim mesma, dar mais importância
aos meus sonhos, pois são neles que encontro,
quase todas as minhas verdades.

Super-herói

Doce é a sensação de ter sido tua, e
eu ter tido voce.
Brincamos, rimos e choramos juntos,
voce se lembra da nossa canção
favorita ou da bebida que tomávamos juntos,
no final da tarde, celebrando a vida?
Vivemos intensamente cada minuto
da nossa coexistência, dissemos sim e
dissemos não na hora certa.
Erramos em alguns percursos, mas nossa caminhada
foi sensacional, até o dia em que voce abruptamente,
largou a minha mão e tomou uma outra direção.
Eu entendi muito tempo depois, que voce ainda ri de minhas trapalhadas,
que ainda segura minhas mãos quando perco o equilíbrio,
que ainda vela meus sonhos e torce por mim em minhas escolhas.
É assim, como o homem invisível, meu super-herói.

Os anjos disseram amém!

O dia mais lindo, foi quando nasceu um anjo,
e ele me contou, que o meu maior presente viria das mãos de Deus.
Nunca importei-me com a perfeição e,  em meus sonhos
voce já existia.
Eu sempre soube que seria feliz ao teu lado, foi por um
curto período, mas aconteceu.
Não lamento, vivemos um grande amor, os anjos foram testemunhas,
desde do primeiro instante, de nós dois.
Deixe-me contar para o mundo, fui feliz, muito
feliz.
Os anjos disseram amém!!!

Rosto


Moldei novamente teu rosto, em meus sonhos,
é sempre o mesmo rosto.

Eu moldo teu rosto em barro, 
e a cada característica trabalhada, uma lembrança de vida.

Os olhos que sorriram para mim, nas manhãs em que era meu,
a boca escancarada no sorriso,
 moldo-a fechada, mas o som das palavras ditas, ainda ouço
das horas em que ríamos juntos
de nossos sonhos loucos.

Teus olhos deixei-os semi-cerrados, 
tal qual quando voce cochilava
na poltrona da sala, e eu
lhe roubava um beijo.

Teu nariz que roçava em minha nuca,
ficou perfeito.

Agora, carrego voce para sempre,
moldado em minha alma,
roubado de minha mente.

-0-0-0-0-0-0-0-

Mil rostos estão tatuados em minha alma,
rostos de ontem e de hoje e os
que ainda nascerão em mim.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Flor


A flor solitária se esquiva
 da sombra
só quer sentir o doce cheiro de vida, no ar,
distraída, ela deixa-se conduzir pelo
som que a brisa traz.

A bela flor solitária, deixou de acreditar
que a solidão é
sua melhor amiga,

então ela se entrega a melodia,
que a envolve e
dança, flutua, sem sair do lugar.

A flor repentinamente encontra sentido em tudo e 
para tudo,
ela descobre o amor.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Brincando

Brincando de ser poeta
eu redescobri as verdades e as
inverdades da minha infância, as dores
da adolescência e as responsabilidades da fase adulta  e da
mulher madura

Alma

Minha alma inquieta, passeia em mim,
a procura daquela garota ensimesmada,
que tinha medo de tudo e de todos.
Ela tateia meu corpo pensando,
nas noites em que eu não dormia,
fingindo ser uma super-garota.
Ela me chama, sussurra em meus
ouvidos, pensando em me fazer
esquecer de todos os meus
desenganos.
Minha alma, viva, inquieta, travessa,
não percebe, que há muito deixei
de ser uma criança.

Circo ao avesso!


A platéia no picadeiro, e o palhaço
todo pampeiro nas cadeiras e
arquibancadas.

O macaco sem o seu treinador, com um
sorriso maroto, rouba a corda do
equilibrista e imita o domador.

Está tudo ao avesso...

As bailarinas, todas enfeitadas ficam
atrapalhadas, indo de um lado 
para o outro,
num tamanho alvoroço.

Os guarda-chuvas do mágico, de onde ele tiras as flores,
estão dependurados, todos sem as suas cores.

Está tudo ao avesso...

O pipoqueiro feliz, passeia com suas pipocas, 
 sentindo-se no picadeiro, um
verdadeiro aprendiz.

As crianças puxam os pais, os pais puxam as crianças, tal qual um
redemoinho, tudo sai de
seu lugar.

Um espetáculo ao avesso, só continua igualzinha
e sempre no mesmo lugar;
a alegria incontida de sermos
para sempre, crianças.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Fantasma

Tolo fantasma, que insiste
em brincar de fazer parte de mim,
bate, rebate na minha memória,
gritando, não me deixando dormir.

Triste fantasma que teima,
 em repousar no mesmo travesseiro
 sem se dar conta, que meus pesadelos
zombaram dele primeiro.

Madrugada



Este bichinho insano, que transita a noite,
nas veias de minha garganta, incomoda até, os
olhos de minha alma, no entanto, ao mesmo
tempo, ele me faz companhia, quando perdida fico em
meus muitos pensamentos.
Devaneios sim, devaneios não, me permito ser quem não sou,
e ouso sempre mais, me invento, me reinvento nas madrugadas
sem amor.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sentido


Hei de percorrer novamente, as mil
estradas solitárias de
meu tempo.

E nas curvas, de cada uma delas, 
com certeza vou me reencontrar
e definir todas as matizes
do meu mundo

Como uma escada em caracol,  deixo-me cair para dentro
do abismo, que eu mesma
inventei,

nada torna sombrio, meu mergulho, porque o chão que me
apara, sempre foi feito de girassóis
criados ou inventados.

Não há porque haver sentido, abro os braços e 
tudo o que encontro: o dia, a vida, tudo é
lindo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Janelas em minha vida


Que voce possa entender
que  olhar pela janela, não me faz distante, das coisas ou pessoas que estão
ao meu redor.

Através da janela faço viagens curtas ou longas,
 depende da vontade  e da força de meu espírito
para ir e vir.

Há um outro mundo do outro lado de todas as janelas, abertas
a imaginação voa, fechadas eu me obrigo a olhar sempre,
para dentro de mim mesma, aí a viagem é outra.


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Naquela rua


A casa sozinha mora naquela rua,
sem outras ruas como vizinhas.
Ela está lá, tão só, na rua deserta.
Só ela, só ela e a imensidão,
a casa sou eu e eu sou a rua.
Tão só!

Um dia...


Haverá um dia...
não precisa ser agora,
nos reencontraremos.

Retomaremos o diálogo interrompido
e ouvirei de voce, as palavras
ditas ontem, em forma de sorriso.

Não tenho pressa,
minha memória o preserva,
como uma velha fotografia, ou
como uma pétala de flor,
que repousa dentro de um livro.

Haverá um dia...

Em que verei um lindo garoto sapeca,
de cílios compridos e sorriso de
esperança,
brincar de ser criança e me chamar
de vovó.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Pai


E o pai desejou, desejou,
não era o desejo da mãe,
depois de cinco meninos,
uma menina  nasceu.

O pai pouco a teve nos braços,
e a menina tão querida, ele a
deixou, dois anos depois.

A menina até hoje,
sente saudades de alguém,
pode ser do pai,
que tanto a amou.

Brincadeira

Cerrei os meus olhos com força, 
certa que apagaria para sempre
a tua imagem...

Puro engano, como uma daquelas nuvens,
que passeiam pelo céu, brincando de
esconde- esconde

Tua imagem brincou de criança  escorregou
para dentro e,
se alojou , não sei aonde.

Agora por ironia, vou carregá-lo para sempre,
brincando dentro de mim.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Colméia


Não sou a mãe, não sou a filha,
nem tampouco a
abelha rainha

Não me desfaço dos meus, 
nem me entrego por inteira.

Na incessante e incompleta construção,
me resgato pouco a pouco
da energia impregnada,

seja no ar ou no cão.

Conduzo meus desejos, refaço meu plano de vôo,
às vezes, voo sozinha, mas não é por opção.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Nós

Vamos desfazer todos
os nós, que
nos envolvem

um a um...

o da intolerância,
o da incompreensão,
o do julgamento

Vivamos sem comparações
impostas pelo meio

Sejamos cada um com sua cor,
brilhando cada qual em sua intensidade.

E no percurso, não sejamos competidores e,
sim protetores um do outro

Amigos e não amores.

Sorriso de neto


Renasço exultante a cada
momento de seu sorriso
 lembrado

Nele me fixo
e viajo acometida de uma imensa ternura
e de boas lembranças,

sorriso largo, maior que sua face e
se fazia valer pela intenção
de um forte abraço não dado,
e
pela voz inventada, voltada
para dentro dos olhos.

Mas o sorriso inteiro, nascia pequeno lá
dentro, crescia, crescia tão puro
e
transbordava aqui fora.


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Cores, formas e sabores


Não importa minha cor, minha forma ou sabor,
caibo em qualquer lugar,
combino com os mais variados tipos.

Posso agradar ou desagradar alguém.
mas meus valores sempre serão lembrados,
por quem me escolher.

Adoro esta mistura, uns lights, outros mais incorpados,
mas todos no final, serão partes de um mesmo
prato.


(2)

Seu Jose´

Sábado, feira, passeio,
eu e a Lucia, rindo , fotografando,
conversando.

E seu José, um feirante, interessado 
pergunta: o que estão fotografando?
Minha amiga bem simpática, logo explica:
as frutas, a maneira como vocês as colocam,
muito bonito.

Então seu Jose, com um largo sorriso
responde, é parece um trabalho artístico,
não é?

Sim! respondemos no mesmo instante.

Um artista, um homem trabalhador
com certeza, para nós gratificante, foi o largo sorriso
do feirante.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

São João


São João, proteja a
fogueira do meu coração,
que ela nunca se apague.

Que este fogo intenso, 
continue e perdure por
toda a minha vida.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Broche



Não é meu acessório preferido,
mas tive um, ou melhor ganhei um em forma de uma flor na ocasião de minha formatura
da faculdade.
Minha primeira e unica jóia!

Jóia não pelo valor financeiro, mas por ter sido dada por um dos anjos
que fizeram e ainda  fazem parte de minha vida.

Ficou lindo em minha blusa de estampas floridas, pequenas e delicadas,
não o tenho mais , talvez o tenha perdido em umas das minhas
inúmeras mudanças.

Não o tenho fisicamente, mas o que ele representou um dia em minha vida,
está em minha memória e em meus sentimentos
até hoje.

Menina



Antes tarde do que nunca,
me acho na fotografia  preto e branco,
em um velho porta-retrato

Menina, assim com os cabelos
desgranhados, sorriso
de encantamento

Me vejo tão pura,
nem feia, nem bela,
apenas uma menina.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Grande Rio

Quero, ah! como quero
me jogar em teu braços turvos

Me deixar levar por lugares longínquos, brincar com
tuas crias mais mansas

Fugir do olhar 
dos gigantes que abriga

Ouvir o canto,
daqueles que em suas águas repousam

Colher em suas margens,
uma, das muitas flores nativas

Ser tua por um dia!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Árvore amiga


Nasceremos de novo,
eu e voce , e em
qualquer lugar nossas raízes
brotarão

No chão!

Nos contemplaremos e seremos,
em qualquer vida e tempo

Amigas!

Tua flor e minha dor,
o mesmo caminho

Nosso destino!

Árvore com flor, moça virgem no chão,
com sua história

Nossa despedida!

(2)

Bem no meio do caminho
árvore linda, linda árvore
deixei lá, teu ninho.

domingo, 19 de setembro de 2010

As borboletas dependem do vôo para concluir seu ciclo vital.


Eu dependo de mim mesma para me fazer
 e te fazer feliz,
livre ao teu lado, conservo o meu brilho, minha vontade, minha delicadeza
e força.

A cada vôo, visito os mais lindos lugares, descubro outros caminhos, outras histórias;
de volta  pouso delicadamente em teus braços e
 o néctar dos teus lábios,

é o que me faz tão forte agora.

sábado, 18 de setembro de 2010

Devaneios


Pastoreia meus sonhos, mas
não os leve de mim;

Permita-me sonhar e ter
meus devaneios...

Não provoque meus pesadelos, alimente
minhas lembranças

e

brinque de ser "eu" em mim.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Caminhos


Minha alma nua, me desnuda,
tentando me fazer esquecer,
minha negritude

Leviana alma negra e branca,
abriga tão somente este corpo.
Não se faça de arrogante e dura

Pequena alma criança, me abrace,
simplesmente e dance.


domingo, 12 de setembro de 2010

Lua


Queria morar do outro lado da lua. ser vizinha das estrelas,
 dar a mão para o cometa
Queria ser outra por inteira, desfazer as brincadeiras e acreditar
que sou a fada, por quem se apaixona o duende.

Queria descobrir  os teus segredos, desfazer os teus mistérios e 
ser tua companheira.

Queria ser uma pequena lamparina a clarear a rua inteira,
ser menina bailarina, borboleta azul e verde.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Renascimento


Foi assim, bem devagarinho, achando uma brecha entre um obstáculo e outro, que nasci e renasci
várias vezes nesta minha vida louca e linda. As dores do parto, não as senti.
Sentindo a hora, mais a  vontade de descobrir o mundo fora do oceano em que estava morando
há tempo...
Desabrochei lentamente, entre as águas de um rio vermelho e as águas de um mar de lágrimas.
E como as flores pequenas e fortes, que teimam em nascer e sobreviver em terras áridas,
aqui estou, vibrando as delícias de nascer e renascer a cada instante.



segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Cata-vento


Que saudades das ruas de terra,
do bairro humilde, casinhas pequenas.
Encantadores vizinhos, do leite da cabra,
 eu eram bem pequenina.

Menina tímida, às vezes calada, mas nunca brava
correr era o passatempo da época,
correr para o campinho, brincar de amarelinha, 
jogar bolinha de gude. mas parecia um menino.

Teve um dia, talvez o mais bonito de todos,
a menina boazinha, não coube dentro de si,
sorrindo com os olhos, estendeu as duas mãozinhas.

Ganhou um lindo presente, o primeiro cata-vento
e com ele de mansinho tornou-se para sempre
a dona do próprio ninho.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ausência


A ausência presente de que está do outro lado, é mais intensa do que os presentes ausentes, que transitam em nosso cotidiano.
Os ausentes não se impõem, não implicam, não questionam ou tomam posse de nosso espaço.
Eles simplesmente bailam em nossos pensamentos e nos acariciam através do vento, são tantos os ausentes em minha vida;
meu pai que não cheguei a conhecer, minha doce e enérgica mãe, irmãos, tios, primos...

Não os esqueço e as recordações não são carregadas de lamentos, pelo contrário,
são doces as lembranças.


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Realização.



Subir mais um degrau, novas conquistas,
experiências, pessoas que entram e saem de nossas vidas.
Responsabilidades, sou responsável por mim, por minhas escolhas
e por quem mais?

Filhos, parentes, amigos, conhecidos, vizinhos, o motorista ao meu lado, que não respeitou o sinal,
o moleque malabarista na frente do carro , com a mão estendida.

Dou ou  não uma ajuda?

Me realizo na livraria, mas quantos ainda não sabem ler, me realizo passeando, brincando, comprando,
amando...
E daí?

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Meu castelo!


Um dia eu sonhei que morava em um lindo castelo e o que mais me encantava nele era uma linda escada, que parecia não ter fim, em forma de caracol.
As escadas me fascinam, mais do que os castelos, era um sonho!

Os castelos tem um que de conto de fadas, reis e rainhas, as escadas... as escadas  prazer e dor, encontro e desencontro, natural e sobrenatural, novo e velho.

Quero uma escada que tenha um castelo, para deslizar pelos corrimões, subir e tocar no céu, contar os degraus, subir e descer, subir e descer...

O castelo em que moro, não tem uma escada.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Rosas!


Não torne o espinho da rosa,  mais importante do que sua beleza e essência.

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Rosa, eis a Rosa, não a rosa de Hiroshima,
Rosa minha vizinha, mocinha fútil, desfilando na rua, como se fosse na mais fashion
das passarelas.

Ah! Rosinha da quitanda, sorriso aberto e faceiro,
 ao contrário do rosto fechado da Rosa bancária;
D.Rosa da cantina da escola, a mais doce das senhoras.

Rosa e rosas...

Ganhei um dia o mais lindo buquê de rosas!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Outono?


Outono ou uma bela estampa de lençol?
Vejo também um atrás dos ramos, um belo pássaro branco.
Imaginação.

Café da manhã na cozinha, passos rápidos para o quarto;
toca o telefone, e a voz do outro lado, questiona:
por que não ligam para mim?

Porque complicamos a vida,  a suavidade da foto
desperta lembranças.

As ramificações ou sinais do tempo em um rosto, minhas avós, o velhinho sorveteiro,
o catador do papel, rostos enrugados pelo tempo.

As pequenas folhas, as gotas de lágrimas em um rosto,
 que podem ser de tristeza ou alegria.

Feita a lição de casa!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Japão!


Japão daqui, Japão de lá !
O que é cultuado lá, também
cultuam aqui.

As cores, os sabores, as danças!
Lições de vida, lições aprendidas?

Respeito e amor pelo chão,
em se plantando tudo dá...

Não dá não!

O homem se curva a ela, incansável fez da terra não prometida,
uma terra agradecida.

Frutos, frutas, flores e amores.

Ah! o Japão daqui, sente saudades do Japão de lá.

domingo, 15 de agosto de 2010

Charme!


O charme do pato é seu andar cadenciado,
parece não se importar com nada.

Pato do mato, pato do nado.

O pato e as patas, a pata do pato, no sítio tem pato?

Tem sim senhora!

tem pato, galinha, ganso ranzinzo,
peru muito bravo, que briga com o galo,
e o pato danado só fica de lado.


Que charme este pato!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O sentido único das coisas

"As coisas não tem significação; têm existência."

Trecho do "O guardador de rebanhos",
de Fernando Pessoa.



Ela existe
E isso basta.

Catedral, igreja, templo...


Minha primeira vez!
Fui levada pela minha mãe, não me recordo o evento: missa dominical, missa em homenagem ao aniversário de falecimento de alguém, Páscoa...
Quase todos os bancos da frente estavam ocupados por pessoas bem vestidas, homens, mulheres, crianças.
No ar um cheiro estranho de flores e velas.
Sentamo-nos em um banco, na penúltima fileira do lado esquerdo da igreja, ao lado da estátua de Jesus Cristo em tamanho normal, deitado dentro de um caixa de vidro, assustador para uma criança na minha idade.
Pessoas foram chegando e por pouco não fiquei espremida entre minha mãe e uma velha senhora que sentou-se ao meu lado.
Curiosa eu olhava as pessoas, as imagens de anjos pintados no teto da igreja, os ricos lustres, tudo tão novo e tão belo para mim.
De repente silêncio e em seguida a voz morna e lenta do padre ecoou por toda a igreja.
Ao meu lado minha mãe começou a balbuciar algo, hoje sei que era uma oração. Fiquei desconfortável até o fim da cerimônia, era um levanta, senta, ajoelha, levanta...
Sensações várias, desde então escolhi imaginar o meu próprio altar, em qualquer lugar e dia para conversar com Deus.